sábado, 3 de julho de 2010

... pouca terra... pouca terra... pouca terra...

Mercedes Peón


A artista da Galiza esteve presente na Fábrica da Pólvora para mais um concerto integrado no Festival 7Sóis7Luas. É uma das mais representativas artistas da nova geração da música galega e a sua energia contagiou quem esteve presente. Colaborou com Xosé Manuel Budiño, Manu Chau, Carlos Nuñez e Kepa Junkera. Do grupo faziam parte Manuel Cebrián (guitarra), Manuel Alonso (baixo), Leandro Deltell (bateria), Miguel Forneiro (teclado, acordeão, gaita), Fernando Abreu (clarinetes) e Mercedes Peón (voz, gaita, sampler, percussão).





sábado, 26 de junho de 2010

Festival Sete Sóis Sete Luas

Este Festival, promovido por uma rede cultural de trinta cidades de dez países do Mediterrâneo e do Atlântico, e a partir de uma ideia de um conjunto de jovens idealistas cujo director é Marco Abbondanza, surgiu pela primeira vez em Oeiras em 2000 e este ano a Fábrica da Pólvora volta a acolhê-lo com um conjunto de onze concertos.

Ontem, o concerto de abertura teve como participantes, em estreia nacional, Iñaki Plazza e Ion Garmendia, do País Basco. Depois de integrarem durante seis anos o grupo Kepa Junkera, Iñaki Plazza (trikitixa, txalapartas, tubiogh e percussões) e Ion Garmendia (txistu, alboka, txalapartas, tubiogh e percurssões) conceberam um projecto baptizado como 20 Hatz Proiekt (Projecto 20 Dedos). Uma noite muito animada, sem vento e um fantástico concerto.






domingo, 13 de junho de 2010

sexta-feira, 21 de maio de 2010

terça-feira, 4 de maio de 2010

BANG BANG VRUM VRUM

Objectos. Apenas isso. Objectos.

São de vidro e plástico, borracha, ferro. Trazem consigo a memória de outros tempos. A Alma. No seu interior, longas viagens marítimas percorridas por uma criança viking, a conquista de territórios e lutas entre peles-vermelhas e caras-pálidas. Ou o frémito do lançamento de coloridas e pequenas bolas de vidro, que saltitavam entre três covas escavadas na terra ocre. Algures, de uma janela, o som de um alegre sapo que apresentava os seus convidados. Olho o céu e vislumbro o rasto de um foguetão a caminho da Lua, tripulado por um jovem jornalista e acompanhado pelo seu fiel amigo. O volante que hoje seguro, vezes sem conta, não é mais do que todos aqueles que acariciei em infinitos trajectos, quando o mundo era ainda gigante. Recordo os sons... Bang…! Bang!... vrum… vrum… vruuumm… clack… clock… clack… clock… paf… pof… it’s the Muppet Show e delicio-me com o sabor acriançado dos gelados que me traziam sempre um sorriso-boneco. Tornaram-se, aos poucos, simples ecos substituídos pelo respirar adulto de quotidianos anónimos, mecânicos. Tão impessoais. Tão transmissíveis.

O sonho da vida vivida.